segunda-feira, 6 de junho de 2011

EBO - HIERARQUIA ECLESIASTICA

Hierarquia Eclesiástica
Antes de falarmos sobre quem manda e desmanda, se é que isto existe, vamos compreender o que é hierarquia, e o que é Eclésia, de onde vem a palavra: eclesiástica.
O dicionário Michaelis diz:
hierarquia
sf (gr hierárkhios+ia1) 1 Ordem, graduação, categoria existente numa corporação qualquer, nas forças armadas, nas classes sociais. 2 Rel catól Totalidade do clero e a sua graduação. 3 Rel catól Ordem de classificação dos nove coros de anjos. Var: jerarquia.
eclésia
sf (gr ekklesía) 1 Antig gr Assembléia política de cidadãos dos Estados da Grécia antiga, especialmente dos de Atenas. 2 RelOrganização cristã; Igreja.
A hierarquia eclesiástica é então a ordem sob a qual a igreja está organizada, tendo como único líder supremo o Senhor Jesus Cristo. Através da Bíblia Sagrada vemos que tanto no Novo quanto no Velho Testamento Deus tem uma especial atenção a organização e formação de seus representantes na terra. Vamos tomar como exemplo os doze escolhidos de Jesus Cristo, chamados apóstolos, Lucas 6.12-18
12 - E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
13 - E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:
14 - Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;
15 - Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;
16 - E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
17 - E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades,
18 - Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados.
Embora houvesse muitos seguidores, Jesus faz uma seleção criteriosa e chama apenas 12 para o ministério. E’le vai ensinar e testar os 12, durante 3 anos vão aprender à servir, se humilhar, perdoar, negar-se a si mesmos, e amar. Exatamente como Jesus. Paulo declara:
1CO 11:1 -  Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
Quando falamos em funções ou cargos eclesiásticos muitos pensam apenas na autoridade exercida, esquecendo-se do que Jesus disse em Mateus 20.25-28:
 25 - Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
26 - Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;
27 - E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
28 - Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.
A hierarquia na igreja existe para a organização do culto e bom serviço do Reino de Deus.
Entendido isso, passemos a outro ponto como diferentes igrejas se organizam e definem seus ministros?


Congregação Cristã do Brasil
Segundo os estatutos da Congregação Cristã no Brasil suas atividades são conduzidas por um ministério organizado, servindo sem expectativas de receber salário, distribuído segundo as necessidades de cada localidade, constituído por anciãos, cooperadores do ofício ministerial e diáconos. Somente os anciãos e diáconos são ministros ordenados (I Tim. 4:14)
Para todos os cargos de ministério, auxiliares de jovens e menores, músicos oficializados, encarregados de orquestras e administradores, devem ser batizados conforme a doutrina seguida pela Congregação Cristã no Brasil e em todos os outros países (por imersão,seguindo a formula: "Irmão em nome de Jesus Cristo te batizo, Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo").
§  Ancião - responsável pelo atendimento da Obra, realização de batismos, santas ceias, ordenação de novos obreiros (anciães e diáconos), apresentação de Cooperadores do Ofício Ministerial e Cooperadores de Jovens e Menores, atendimento das Reuniões para Mocidade, encarregado de conferir ensinamentos à igreja, cuidar dos interesses espirituais e do bem-estar da igreja, entre outras funções; atualmente o Ancião-Presidente é Jorge Couri; atende na sede localizada no bairro do Brás em São Paulo;
§  Diácono - responsável pelo atendimento assistencial e material à igreja. É auxiliado por irmãs obreiras chamadas de "Irmãs da Obra da Piedade". Assim como o ancião, atende a diversas congregações de sua região;
§  Cooperador do Ofício Ministerial - responsável pela cooperação nos ensinamentos e presidência dos cultos oficiais e das Reuniões de Jovens e Menores em uma determinada localidade (desde que não haja um Cooperador de Jovens e Menores responsável pelo atendimento dessa localidade), não podendo realizar batismos, Santa Ceia, Reuniões para Mocidade, Ordenações, dentre outras coisas que só cabem ao Ancião ou ao Diácono.
Além dos ministros previsto em estatuto acima citados, há outros cargos ou funções:
§  Cooperador de Jovens e Menores - responsável de atender as Reuniões de Jovens e Menores de sua comum congregação.
§  Músico - membro habilitado e depois de passar por testes musicais é oficializado para tocar nos cultos e demais serviços.
§  Encarregado de Orquestra - músico oficializado, designado para coordenar o ensino musical aos interessados e organizar ensaios musicais da Orquestra da Congregação. As "Examinadoras" são organistas mulheres, oficializadas, designadas para avaliar outras organistas aprendizes no processo de oficialização.
§  Auxiliar de Jovens e Menores - são jovens, homens ou mulheres solteiros, designados para preparar e organizar os recitativos das Reuniões de Jovens e Menores individuais ou em grupo e cuidar da ordem e da organização durante a reunião.
§  Administração - ministério material, constituído por Presidente, Tesoureiro, Secretário, Auxiliares da Administração, Conselho Fiscal e Conselho Fiscal Suplente. Os administradores são eleitos a cada três anos e o Conselho Fiscal anualmente, durante a Assembleia Geral Ordinaria. É permitida a recondução ao cargo.


Igreja Católica Apostólica Romana
A Igreja Católica tem uma estrutura altamente hierarquizada, sendo o seu Chefe o Papa. A expressão "Santa Sé" significa o conjunto do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana, que o ajudam no governo de toda a Igreja.
A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são em ordem descendente:
§  Papa, que é o Sumo Pontífice e chefe da Igreja Católica, o guardador da integridade e totalidade do depósito da fé, o Vigário de Cristo na Terra, o Bispo de Roma e o possuidor do Pastoreio de todos os cristãos, concedido por Jesus Cristo a São Pedro e, consequentemente, a todos os Papas. Esta autoridade papal (Jurisdição Universal) vem da  de que ele é o sucessor direto do Apóstolo São Pedro. Na Igreja latina e em algumas das orientais, só o Papa pode designar os membros da Hierarquia da Igreja acima do nível de presbítero. Aos Papas atribui-se infalibilidade, desde o Concílio Vaticano I, em 1870. Por essa prerrogativa, as decisões papais em questões de  e costumes (moral) são infalíveis.   Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada de Cúria Romana.
§  Cardeais são os conselheiros e os colaboradores mais íntimos do Papa, sendo todos eles bispos (alguns só são titulares). Aliás, o próprio Papa é eleito, de forma vitalícia (a abdicação é rara, porque já não acontecia desde a Idade Média) pelo Colégio dos Cardeais. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela (e daí a classificação em cardeal-bispocardeal-presbítero e cardeal-diácono) em Roma para fazer dele membro do clero da cidade. Muitos dos cardeais servem na Cúria, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais que não são residentes em Roma são bispos diocesanos.
§  Patriarcas são normalmente títulos possuídos por alguns líderes das Igrejas Católicas Orientais sui juris. Estes patriarcas orientais, que ao todo são seis, são eleitos pelos seus respectivos Sínodos e depois reconhecidos pelo Papa. Mas alguns dos grandes prelados da Igreja Latina, como o Patriarca de Lisboa e o Patriarca de Veneza, receberam também o título de Patriarca, apesar de ser apenas honorífico e não lhes conferirem poderes adicionais.
§  Arcebispos (Metropolita ou Titular) são bispos que, na maioria dos casos, estão à frente das arquidioceses. Se a sua arquidiocese for a sede de uma província eclesiástica, eles normalmente têm também poderes de supervisão e jurisdição limitada sobre as dioceses (chamadas sufragâneas) que fazem parte da respectiva província eclesiástica.
§  Bispos (DiocesanoTitular e Emérito) são os sucessores diretos dos doze Apóstolos. Receberam o todo do sacramento da Ordem, o que lhe confere, na maioria dos casos, jurisdição completa sobre os fiéis da sua diocese.
§  Presbíteros ou Padres são os colaboradores dos bispos e só têm um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese.
§  Monsenhor é um título honorário para um presbítero, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais.
§  Diáconos são os auxiliares dos presbíteros e bispos e possuem o primeiro grau do Sacramento da Ordem. São ordenados não para o sacerdócio, mas para o serviço da caridade, da proclamação da Palavra de Deus e da liturgia. Apesar disso, eles não consagram a hóstia (parte central da Missa) e não administram a Unção dos enfermos e a Reconciliação.


Judaismo
No judaísmo, os Kohanim (singular כהן kohen, plural כּהנִים kohanim, de onde os nomes CohenCahnKahnKohnKogan e etc) são sacerdotes hereditários através da ascendência paterna. Estas famílias são da tribo dos Leviim (Levitas), e são tradicionalmente aceitos como os descendentes de Aarão. Em Êxodo30:22-25 Deus ordena a Moisés que fizesse uma unção de óleo santo para consagrar os sacerdotes de todas as gerações que virão. Durante os tempos dos dois Templos judeus em Jerusalém, os levitas foram responsáveis por diários e especiais feriados judaicos, bem como oferendas e sacrifícios no templo conhecido como o Korban.
Desde o fim do Segundo Templo e, portanto, a cessação de cerimónias sazonais e diárias, e sacrifícios, os Cohanim no judaísmo tradicional (judaísmo ortodoxo e, em certa medida, o judaísmo conservador) têm continuado a realizar uma série de cerimônias sacerdotais, e mantiveram-se sujeitos, em especial no judaísmo ortodoxo, a uma série de regras especiais, nomeadamente restrições sobre o casamento, a pureza ritual, e outros requisitos. O judaísmo ortodoxo acredita que os Cohanim futuramente servirão em um novo e restaurado Templo. Em todos os ramos do judaísmo, os rabinos não executam quaisquer funções sacerdotais como propiciação, sacrifício, ou sacramento. Em vez disso, sua função religiosa principal é servir como um juiz autoritário e expositor da lei judaica. Os rabinos também geralmente exercem funções de liderança social e aconselhamento pastoral.
“O supremo pontífice era o sumo sacerdote; seguia-se o segundo sacerdote, 2Rs 25.18, que provavelmente era denominado o pontífice da casa de Deus, 2Cr 31.13; Ne 11.11, e o magistrado do templo, At 4.1; 5.24. Os pontífices de que fala o Novo Testamento eram os sumos sacerdotes, membros da família dos antigos sacerdotes e funcionavam irregularmente. A lei que regulava o acesso às funções do sumo sacerdócio havia caído em olvido em conseqüência das perturbações políticas e do domínio estrangeiro. Os pontífices eram investidos em seu oficio ou dele despojados à mercê dos governos dominantes.”
Fonte: Dic. Bíblia John Davis


Igreja Evangélica Missão Redenção
A IEMIR tem um caráter evangelístico, procurando seguir os passos dos apóstolos e por fim de Cristo na pregação do evangelho a toda a criatura. Sua estrutura é composta por:

Aspirantes – Pessoas que tem o desejo expressado voluntariamente para a vida eclesiástica, ou que receberam o chamado para fazer parte desta obra. Tem como objetivo aprender as sagradas escrituras, as ordenanças da igreja e sua liturgia. Não é uma nomeação, e sim um estado de observação mutua, onde o aspirante pode avaliar seu desejo de ser um obreiro, e o corpo de obreiros avalia suas competências morais e bíblicas.
Cooperadores – São ordenados ao cooperado, homens e mulheres, que foram devidamente instruídos, e/ou demonstraram chamado patente diante da Igreja de Cristo. Sua atuação é genérica auxiliando, irmãos e outros obreiros. Nas mais diversas tarefas.
Diáconos – Os deveres dos diáconos ou diaconisas estão ligados mais a preparação de cerimonias e auxilio na condução destas, como: batismos, santa ceia, casamentos, cruzadas evangelistas, reuniões e cultos diversos. Podem, de acordo com a necessidade: dirigir congregações, ministrar a santa ceia e propagar o ensino da Palavra de Deus. Não podendo realizar batismos (exceto em casos de extrema urgência, ou previamente outorgados) ou realizar qualquer tipo de ordenação. Após o diaconato, pode-se ir ao presbitério ou evangelismo, de acordo com a vocação dada pelo Espírito Santo, ou mesmo permanecer no diaconato.
Presbíteros
– São em resumo co-pastores, encarregado de conferir ensinamentos à igreja, cuidar dos interesses espirituais e do bem-estar da igreja, entre outras funções conforme a orientação de seu pastor. Atuam também como pastores, podendo realizar todas os ritos da igreja exceto a ordenação, embora possa indicar pessoas para o Curso de Oficiais na Igreja Sede de seu Setor.
Evangelistas – O evangelista pode assumir congregações com o objetivo de organiza-las e desenvolver projetos evangelísticos adequados a cada região. É responsável pelos programas e métodos evangelísticos da igreja, em conjunto com o corpo de obreiros e membros. Pode abrir novas igrejas, conforme a orientação do Pastor Setorial, e/ou Pastor Presidente. Sua meta e a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo.
Missionários
Pessoas chamadas por Deus para levar o evangelho além de suas fronteiras culturais, não exercem uma atividade eclesiatica especifica, mas podem sendo outorgados abrir igrejas, e desenvolver eventos evangelísticos. Atuam preferencialmente fora do país, e/ou fora do estado.
Pastores – O pastorado é o grau máximo reconhecido pelo ministério, mulheres também podem ser ordenadas, as funções do Pastor vão desde a ministração de ritos como: batismo, casamento, santa ceia, ministração da palavra, até a gerencia administrativa da igreja, criação de departamentos, organização de eventos, etc. O pastor(a) poderá atuar na condução de uma ou mais igrejas.
Pastor Local - conduz uma única congregação, pode indicar pessoas para a ordenação na sede do seu setor;
Pastor Setorial  - conduz varias igrejas de uma determinada região, com o auxilio dos Pastores Locais, pode realizar ordenações até o nível do presbitério;
Pastor Presidente - Líder da igreja, gestor e responsável pela organização jurídica, encarregado de conferir ensinamentos à igreja, cuidar dos interesses espirituais e do bem-estar da igreja, gerir os setores e igrejas afiliadas. É também o guardião da identidade do ministério zelando pela Sã Doutrina e a Genuína Pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Comissionado por Deus para tem a missão de levar a palavra aos confins da terra. Atualmente o Pastor Eloizio Pereira da Silva, exerce a função de Pastor Presidente sendo ele também o fundador do Ministério. Mais informações podem ser obtidas em: www.iemir.org.br

A maioria das denominações evangélicas seguem padrões parecidos com os citados, mudando-se apenas a nomenclatura e ou quantidade de ordenações usadas. Exemplos:

Renascer em Cristo
Bispos
Apóstolos

Assembléia de Deus
Cooperadores
Evangelistas
Pastores 
Missionários (este atua de diferentes formas no campo da evangelização, fundação de igrejas, etc. Não é necessário passar por outros ofícios para ser missionário.)

As informações contidas neste estudo foram retiradas de diversas fontes, e não configuram uma regra para geral. O artigo abaixo relata uma parte da escalada ao pastorado em denominações mais conservadoras. Texto extraído do site: http://www.copeb.com/
“Por Gabriel Louback, especial para o Yahoo! Brasil

Joel Vieira da Silva mora em Florianópolis há 16 anos. Até pouco tempo jogava bola toda semana, com os amigos. De vez em quando, pega uma praia no final de semana e agora, com o nascimento da primeira neta, parece não faltar mais nada. Em 54 anos de vida já morou no Mato Grosso, em São Paulo e no Paraná. Sua segunda-feira começa com um sonho de vários trabalhadores: folga. Isso porque no dia anterior trabalhou até às 22h. Joel é pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Florianópolis, de denominação cristã protestante.

Sua rotina é basicamente a mesma de milhares de outros pastores presbiterianos. Dedica uma parte de seu dia ao estudo da Bíblia. Nas tardes de terça a quinta, tem expediente na igreja, atendendo àqueles que o procuram para aconselhamento. Às sextas visita idosos e enfermos da comunidade. Sábado é dia de fazer casamentos e participar de eventos dos diversos grupos da igreja. A semana termina no domingo com os três cultos liderados pelo Pastor Joel.

Pastores presbiterianos
Como pastor presbiteriano, Joel teve que passar por um seminário específico, mas nos moldes dos que os os padres católicos frequentam. Segundo as últimas estatísticas da Igreja Presbiteriana do Brasil, em 2003, havia 3.162 pastores para 2.304 igrejas, um cenário tão difícil quanto o mercado de trabalho no Brasil. O "processo de seleção" é mais difícil do que em muita multinacional com seus programas de trainee. Se algum membro da igreja presbiteriana tem a intenção de ser pastor, ele deve comunicar a intenção ao Conselho (grupo de pastores e presbíteros que administram uma igreja) e, durante três anos, é acompanhado, observado e avaliado por esse grupo. Caso seja aprovado, é encaminhado ao Presbitério (reunião de pastores de uma região e seu respectivo presbítero) para nova avaliação.

Daí passa por exames médicos e psicológicos antes de ser encaminhado ao seminário. Lá, ele aprende grego e hebraico - línguas em que foram escritos, respectivamente, Novo e Velho Testamento -, estuda História, Filosofia e Teologia. Depois de quatro anos, adivinha? Não, ele ainda não é pastor. Como bacharel em Teologia, ele deve apresentar uma tese sobre um ponto teológico e uma exegese, um trabalho de análise de uma passagem da Bíblia, na língua original em que foi escrita. Depois disso, o bacharel torna-se licenciado.

Segundo o Reverendo Ageu Cirilo de Magalhães Júnior, diretor do Seminário Teológico Presbiteriano Reverendo José Manoel da Conceição [JMC], o processo de licenciatura pode durar até dois anos. "Neste período, o licenciado é encaminhado a um trabalho prático que será muito parecido com o pastorado em si. Nestes dois anos ele será observado no campo de atuação para que o Presbitério averigue se ele pode ser pastor mesmo. Ao final deste período ele retorna ao Presbitério", conta o Rev. Ageu. Só após a licenciatura, pode-se marcar a data da ordenação, ou seja, o dia em que torna-se pastor.

Mas e esse "Reverendo" ali em cima? O próprio Ageu responde: "Reverendo nada mais é que um pronome de tratamento. Assim como é respeitoso dirigir-se a um deputado com 'Vossa Excelência' é de bom tom tratar um pastor, ou líder religioso de forma geral, com o pronome 'Reverendo'. Todavia, poucas igrejas tem o costume de chamar seus pastores de Reverendos". Muitas igrejas chamam não só de pastor, mas também de bispo e apóstolo. É o caso da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

Diáconos, presbíteros, pastores, bispos e apóstolo
Na Igreja Presbiteriana também há diáconos e presbíteros. Porém, não há uma correlação entre um e outro. A função do diácono é a mesma tanto na Igreja Presbiteriana, como na Igreja Renascer: auxiliar nos serviços feitos dentro da igreja, como infraestrutura e logística. O diácono ajuda a preparar a ceia, recebe os visitantes, indica lugares vazios e dá informações aos fiéis. A diferença é de que na Renascer, para o membro chegar a ser pastor, ele deve primeiro passar pela diaconia e ter sido presbítero, nessa ordem. As duas igrejas são cristãs protestantes, mas com doutrinas diferentes. Esse é o detalhe que diferencia a maioria das igrejas protestantes entre si, como a Batista, Metodista, Quadrangular, Assembléia, Renascer, Universal e por aí vai. Não chegam a ser religiões diferentes, mas denominações diferenciadas, cada uma com sua doutrina, com relação ao batismo, ceia, casamentos e questões espirituais.

Mas voltemos ao princípio. Digamos que você seja membro da Renascer e tem atuado na igreja de forma significativa, auxiliando o andamento da comunidade. Sem cargo definido, pode ser convidado a ser diácono e oficializar o que já tem feito. Há quem goste de ficar no cargo e se identifique com ele, mas há quem desenvolva outras áreas de atuação, como o estudo da Bíblia e atividades que lidem mais com a espiritualidade das pessoas da comunidade. Originalmente, os presbíteros eram os anciãos das igrejas no início do cristianismo. Na Renascer, são como co-pastores, ou seja, líderes que estão se preparando para o passo seguinte, ser o pastor que lidera uma igreja local. Depois vem o bispo e, por fim, o apóstolo.

O bispo tem as mesmas funções que os pastores, mas também trabalha na parte administrativa da comunidade. O Bispo Kléber Eduardo Falconi explica que também faz parte do trabalho ser pastor de pastores. Além disso, por ser bispo, é o responsável por várias igrejas dentro de uma região.

O processo para se tornar um pastor ou bispo não é mais fácil do que na presbiteriana. O interessado também passa por uma espécie de seminário, chamado Curso Escola de Profetas, na qual o Bp. Kléber é professor e instrui os que aspiram ao pastorado. Apesar do nome 'profeta', não existe essa nomenclatura para líderes da Renascer. O grau máximo de hierarquia na igreja é o de apóstolo, no caso, o do Apóstolo Estevão Hernandes. O Bp. Kléber explica porque Hernandes é o único a ter esse título. "Na verdade, não é algo premeditado. A nomeação de um apóstolo acontece mais pela necessidade que vemos dele atuar, naquele contexto. O apóstolo não prega a Renascer ou qualquer outra igreja, mas apenas Jesus Cristo".

Pastores? Apóstolo? Padre?
A Igreja Presbiteriana do Brasil não aceita o nome 'apóstolo' como denominação porque, para eles, o apóstolo é quem andou com Jesus e viu a ressurreição de Cristo. Apenas o apóstolo Paulo (ou São Paulo, para os católicos) que foi instituído com esse nome. A Bíblia conta que Paulo foi abordado por Jesus, que já havia ressuscitado, e o chamou para ser seu discípulo. Por isso, ele foi considerado um dos apóstolos, pois foi instruído pelo próprio Jesus. Mas a Renascer não vê problema em nomear alguém como apóstolo, baseando-se também na Bíblia, em que Barnabé, outro cristão, teria sido enviado para pregar aos que não conheciam a Cristo.

Assim acredita também o Padre Marcelo Jordan Vaz da Silva. A Igreja Católica considera que os primeiros padres foram os próprios apóstolos. Só depois surgiram os padres propriamente ditos, a partir de São Justino. Padre, do latim Pater, significa 'pai', na concepção religiosa da palavra. Para o padre, a vocação para o ministério já nasce com a pessoa e ela apenas se desenvolve ao longo dos anos.

Assim aconteceu com ele que era coroinha e ajudava o padre local a realizar missas na cidade de Curvelo, Minas Gerais. Um privilégio para a região, já que há lugares no Brasil em que o padre marca apenas um dia do ano para realizar todos os ofícios de uma só vez. Nas populações ribeirinhas, no Amazonas, casamento, batismo, ceia, missa e o que mais tiver são marcados no mesmo dia e oficializados pelo padre, que vai lá uma vez ao ano.

Em São Paulo a história é diferente. Na paróquia Nossa Senhora de Lurdes, na Pompéia, onde o Pe. Marcelo é pároco, há missa todos os dias. A folga dele é na quarta-feira, dia em que um padre convidado celebra a missa. "O ideal seria que o católico fosse à igreja todos os dias, mas sabemos que não é possível", conta. Sobre o chamado para o sacerdócio, ele diz orgulhoso: "Para ser padre, a vida sacerdotal passa primeiro pelo coração da mãe do candidato, assim como aconteceu com Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, e assim foi comigo".

Algumas denominações fazem uso dos nomes para validarem suas posições na hierarquia. Dessas diversas comunidades, não há uma igreja que centralize ou defina regras para todas as demais, como acontece com a Igreja Católica. Cada igreja utiliza o termo que acha melhor. Pastor, padre, presbítero, bispo, apóstolo, profeta, gideão ou o que for. Ao me despedir do Pe. Marcelo, sem querer soltei um "Obrigado, pastor". Peço desculpas e explico que conversei muito com pastores e confundi. Ele diz que não tem problema, já que é a mesma coisa, só muda o nome. A mesma coisa, aliás, foi o que disseram o padre e o pastor presbiteriano: "Deus te abençoe, meu filho, a sua profissão e a sua família". Obrigado, pastor. E padre.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/24062009/48/entretenimento-caminhos.html”

15 comentários:

  1. Pastor Elder é com muito prazer que escrevo pela primeiro vez para o amado irmão, gostaria de saber se na hierarquia evangélica cristá existe presbítera, melher com este cargo;eu particulamente nunca vie;meu Pastor muito obrigado por tudo que graça é a paz do Senhor Jesus Cristo esteja sobre vós, Deus te abençoe ai esta o meu e_mail ednilson_francisco@hotmail.com/ednilson98@hotmail.com

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  2. Amado, obrigado por compartilhar conosco sua dúvida, ela pode ser a de muitos.
    Segundo é um prazer te-lo em meu blog.
    Direto ao ponto - realmente a ordenação de mulheres ao presbitério não existe. Nos ministérios e denominações que tive o privilégio de conhecer ou estudar.
    Na bíblia também não referencia sobre isso.
    Mas é importante lembrar que de acordo com as leis constitucionais, cada igreja legalmente estabelecida, tem poder para definir atraves de estatuto legal qual ou quais ordenações (consagrações) a mesma terá. então não se espante se ver presbíteras por ai.
    Um grande Abraço,
    Se desejar inscreva-se no blog.

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  3. meu nome é Antonio Edson gostaria de saber se o Sr, dispoe de questionarios biblicos para curso de teologia
    digo questionarios respondidos em formatos Word ou pfd caso o sr. tenha peço por gentilaza enviar pra mim no seguinte imail: irmaoedson76@yahoo.com.br

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    1. Paz meu querido, obrigado por acessar meu blog. Não tenho esse material. Talvez encontre na internet.

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  4. porque? quase não tem mulheres no presbiterio.

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    1. Olá, a presença de mulheres compondo o presbitério é realmente minima. Isso deve por vários fatores, entre os quais estão: tradições, doutrinas e/ou costumes de cada grupo religioso. Entretanto nos tempos atuais diversos grupos reconhecem e ordenam mulheres para o oficio religioso.
      Obrigado por participar, se inscreva como amigo(a) do blog, assim você pode receber as novidades do blog em seu e-mail.
      Abraços.

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  5. Paz do Senhor
    Igrejas que tem visão G12, os Senhor acha que 12 de pastor exerce algum tipo de altoridade dentro da igreja?? O Senhor acha que é uma função eclesiastica? Sou obreira na igreja em que congrego e perguntei ao meu pastor se 12 tem mais auoridade que obreiros e diaconos e ele disse que sim pois 12 do pastor é uma função eclesiasiastica..

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    1. Paz do Senhor amada,

      O movimento g-12 está envolto em diversos prós e contras.
      Sua hierarquia é baseada no conceito de discípulo e ministrador (líder).

      Este movimento existe tanto como uma "organização" quanto como um estilo de administração e evangelismo. Ou seja existem instituições especificamente G12, e existem instituições que apenas aderem a alguns conceitos do movimento.

      Dito isto, é preciso saber como a sua congregação em especifico se liga a esse movimento. E como ela vê os lideres do mesmo. Sendo assim a nomenclatura "12 do pastor" deve ser entendida no contexto dessa relação entre sua congregação e o movimento.

      Um grnade Abraço,

      Que Deus a abençoe,
      Em Cristo Jesus!

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  6. ola pastor.

    Eu gostaria de saber, se um ministro é ordenado ou ungido a um determinado cargo ou ministério ele leva consigo esse titulo mesmo que mude de denominação? E se a denominação atual não dispõe deste cargo ou titulo? Ele perde essa "unção"

    Desde já agradeço por tirar minhas duvidas, mesmo quando as perguntas não são formadas por mim!

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    1. A paz querido!

      De fato a resposta é bem simples. Não perde-se a unção, e raramente perde-se o cargo eclesiástico. Digo raramente, pois visto o grande número de denominações e hierarquias adotadas por estas é provável que ao mudar de denominação descubra que sua função não existe naquela instituição ou (o que é mais comum)tenha outro nome.
      É interessante lembrar que nas denominações mais tradicionais todo obreiro vindo de outro ministério fica em prova, as vezes por anos, antes de ser reconhecido em sua função.

      Um grnade Abraço,

      Que Deus a abençoe,
      Em Cristo Jesus!

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  7. Olá pastor, meu nome é josieudes e gostaria de saber de que igreja (denominação o senhor pertence),para saber em que esta influencíada as sua respostas?

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. A Paz do Senhor, Josieudes!

      A base para qualquer resposta ou publicação no blog, são as Sagradas Escrituras.

      Congrego na Iemir - Igreja Evangélica Missão Redenção, saiba no link Igreja: http://pastor-elder.blogspot.com.br/p/igreja.html

      Ou Visite nosso Site: http://iemir.org.br

      Um grande abraço!

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  8. meu nome e roberto gostaria de saber se aquela pessoa que é ungida como pastor de uma igreja ele é credenciado em alguma instituição tipo crm cro simou não

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    1. Bom dia, amigo.

      Não existe nenhum tipo de registro oficial para pastores, pois essa função não considerada profissão pelo ministério de trabalho.

      Entretanto em varias instituições religiosas existem associações ou convenções que afiliam pastores / missionários / apostolos.

      Como por exemplo: cimeb, cieab, cgadb, entre outras dezenas.

      Evidente que isso só tem uma valia em aspectos espirituais e em raros casos alguma forma de auxilio ao pastor. E não uma regulamentação ou supervisão da função eclesiástica.

      Espero ter dirimido suas dúvidas.

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